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Triagem Pré-Admissional e Compliance: Onde Muitas Empresas Ainda Erram

Triagem Pré-Admissional e Compliance: Onde Muitas Empresas Ainda Erram

A maioria das empresas acredita que está em conformidade.
Possuem políticas internas, códigos de conduta, algum nível de controle documental e um discurso alinhado à governança corporativa. Ainda assim, falham exatamente onde o risco começa: antes da contratação.

A triagem pré-admissional é um dos pontos mais negligenciados dentro dos programas de compliance em RH. Não por má-fé, mas por falsa sensação de segurança, excesso de informalidade histórica e desconhecimento sobre como o Judiciário e os órgãos de controle analisam esse momento inicial da relação de trabalho.

O problema é que, quando um passivo surge, não importa o quanto a empresa investiu em compliance depois.
A pergunta central passa a ser: o risco poderia ter sido identificado antes da admissão?

Neste artigo, vamos expor os erros mais comuns cometidos por empresas médias e grandes na triagem pré-admissional, explicar por que essas falhas comprometem o compliance trabalhista e mostrar como estruturar processos verdadeiramente aderentes à lógica de prevenção exigida atualmente.

A falsa maturidade do compliance em muitas empresas

Um erro recorrente é associar compliance apenas a:

* Códigos de ética
* Políticas internas
* Treinamentos periódicos
* Canais de denúncia

Tudo isso é importante, mas insuficiente se o processo seletivo continuar sendo tratado como etapa meramente operacional.

Compliance não começa no contrato assinado.
Ele começa na decisão de quem será contratado.

Quando essa decisão não é técnica, documentada e proporcional ao risco, o programa de compliance já nasce fragilizado.

Triagem pré-admissional não é sinônimo de investigação informal

Muitas empresas acreditam que fazem triagem quando, na prática, apenas:

* Pesquisam o nome do candidato no Google
* Verificam redes sociais superficialmente
* Confiam em indicações internas
* Avaliam currículo e entrevista

Essas práticas não configuram triagem pré-admissional do ponto de vista de compliance.

Além de frágeis tecnicamente, elas:

* Não seguem método
* Não produzem prova
* Não respeitam proporcionalidade
* Não resistem a questionamentos jurídicos

O resultado é uma sensação de controle que não se sustenta quando o risco se materializa.

Onde as empresas mais erram na prática

Apesar de diferenças setoriais, os erros mais comuns se repetem:

* Ausência de critérios formais para triagem
* Aplicação do mesmo nível de análise para todos os cargos
* Falta de integração entre RH, jurídico e compliance
* Inexistência de relatórios técnicos
* Decisões não documentadas
* Confusão entre confiança e diligência

Essas falhas não costumam gerar problemas imediatos, mas se transformam em passivos silenciosos.

A falta de proporcionalidade como falha de compliance

Um dos pilares do compliance moderno é a gestão de riscos proporcionais.

No entanto, muitas empresas:

* Não classificam cargos por grau de risco
* Não ajustam o nível de triagem conforme a função
* Tratam admissões críticas como rotina administrativa

Isso é especialmente grave em cargos que envolvem:

* Liderança
* Acesso a dados sensíveis
* Poder decisório
* Gestão de recursos financeiros
* Representação institucional

Nesses casos, a ausência de triagem reforçada é frequentemente interpretada como falha estrutural de governança.

Quando a triagem existe, mas não é defensável

Outro erro comum é até realizar alguma forma de triagem, mas:

* Sem metodologia clara
* Sem critérios objetivos
* Sem registro formal
* Sem relatório conclusivo

Do ponto de vista jurídico, o que não é documentado não existe.

Mesmo que o RH tenha analisado riscos informalmente, sem prova escrita:

* A decisão não pode ser demonstrada
* A boa-fé não é comprovável
* O compliance fica apenas no discurso

Compliance exige rastreabilidade das decisões

Um programa de compliance eficaz precisa responder a três perguntas básicas:

* O que foi feito?
* Por que foi feito?
* Com base em quais critérios?

Na triagem pré-admissional, isso se traduz em:

* Procedimentos claros
* Critérios definidos previamente
* Registros organizados
* Relatórios acessíveis

Sem rastreabilidade, não há como sustentar que a empresa agiu de forma diligente.

A desconexão entre RH e jurídico

Em muitas organizações, o RH atua isoladamente no processo seletivo, enquanto o jurídico só é acionado depois que o problema aparece.

Esse modelo está ultrapassado.

Hoje, a triagem pré-admissional:

* Tem impacto jurídico direto
* Influencia a defesa em ações trabalhistas
* Afeta a responsabilização do empregador

Quando RH e jurídico não dialogam, o compliance fica incompleto.

Estudo de caso: compliance formal, triagem inexistente

Uma empresa de grande porte possuía:

* Código de ética robusto
* Canal de denúncias estruturado
* Treinamentos periódicos

Ainda assim, enfrentou condenação relevante após conduta ilícita de gestor recém-contratado.

Durante o processo, ficou demonstrado que:

* Não houve triagem pré-admissional
* O cargo era sensível
* Existiam sinais públicos identificáveis

O juiz entendeu que o programa de compliance era reativo, não preventivo.
A falha estava na admissão.

Triagem pré-admissional como pilar do compliance trabalhista

Compliance não serve apenas para reagir a denúncias.
Ele existe para evitar que riscos entrem na organização.

Nesse sentido, a triagem pré-admissional:

* Funciona como filtro preventivo
* Reduz riscos trabalhistas e reputacionais
* Sustenta decisões estratégicas
* Fortalece a governança corporativa

Empresas maduras entendem que pessoas também são risco — e devem ser geridas como tal.

O medo equivocado de “ir longe demais”

Algumas empresas evitam estruturar triagens técnicas por receio de:

* Violar a LGPD
* Parecer excessivamente rigorosas
* Criar atrito com candidatos

Na prática, o problema não é a triagem, mas a forma como ela é feita.

Quando conduzida com:

* Finalidade legítima
* Proporcionalidade
* Sigilo
* Base legal adequada

ela não apenas é permitida, como recomendada do ponto de vista jurídico.

Como alinhar triagem pré-admissional e compliance

Algumas diretrizes essenciais:

* Classificar cargos por nível de risco
* Definir critérios técnicos por categoria
* Integrar RH, jurídico e compliance
* Padronizar procedimentos de triagem
* Produzir relatórios objetivos
* Armazenar documentação de forma segura

Esse alinhamento transforma a triagem em instrumento de conformidade, não em exceção.

O impacto da triagem no posicionamento institucional

Empresas que estruturam bem seus processos:

* Reduzem passivos ocultos
* Ganham previsibilidade jurídica
* Fortalecem sua reputação
* Demonstram maturidade organizacional

Já aquelas que negligenciam essa etapa costumam descobrir falhas apenas quando já é tarde.

Como a BMW Assessoria atua na correção dessas falhas

A BMW Assessoria atua justamente onde muitas empresas erram:
na estruturação técnica e jurídica da triagem pré-admissional.

Por meio de:

* Diagnóstico de conformidade
* Análise de lacunas no processo seletivo
* Protocolos proporcionais por tipo de cargo
* Relatórios com valor probatório

a BMW auxilia empresas a alinhar RH, compliance e jurídico de forma prática e defensável.

Conclusão

Muitas empresas acreditam que estão em conformidade — até serem questionadas.

A triagem pré-admissional ainda é um dos pontos mais frágeis dos programas de compliance, justamente por ter sido historicamente tratada como etapa secundária.

No cenário atual, quem não previne na admissão assume riscos que poderiam ser evitados.

Compliance eficaz começa antes do contrato.
Começa na escolha consciente de quem entra na organização.

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A BMW Serviço de Investigação, empresa atuando desde 1996 neste segmento, emprega profissionais com larga experiência e utiliza as mais modernas técnicas de pesquisa e investigação, em âmbito nacional, de pessoas físicas e jurídicas, de modo ético, sigiloso e rápido.

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