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Contratar Rápido ou Contratar Certo? Como Conciliar Pressa e Segurança

Poucos dilemas são tão recorrentes no RH quanto este: contratar rápido ou contratar certo.
Em um cenário de metas agressivas, equipes reduzidas, alta rotatividade e pressão direta da diretoria, a urgência costuma falar mais alto do que o método.

O problema é que a pressa, quando não é acompanhada de critério, costuma gerar um efeito colateral conhecido: erros de contratação que custam caro — financeiramente, juridicamente e reputacionalmente.

O RH moderno vive exatamente nesse ponto de tensão.
De um lado, a exigência por agilidade.
Do outro, a responsabilidade por decisões que podem gerar passivos trabalhistas, crises internas e exposição institucional.

Neste artigo, vamos demonstrar que rapidez e segurança não são conceitos opostos, explicar como estruturar processos de contratação rápida e segura, e mostrar de que forma a triagem expressa e o background check técnico resolvem esse dilema sem sacrificar a governança.

O Que a Justiça Espera do RH em Casos de Contratação Negligente

Quando uma contratação resulta em dano — seja ele trabalhista, moral, financeiro ou reputacional — a pergunta central feita pelo Judiciário raramente é *“quem errou?”*.
A pergunta correta costuma ser outra:

“A empresa adotou as cautelas necessárias antes de contratar?”

É nesse ponto que muitos processos se definem.

A chamada contratação negligente não está ligada apenas a más intenções ou omissões deliberadas. Na maioria dos casos, ela decorre da ausência de método, critério e prova no processo seletivo.
E, diante disso, a Justiça do Trabalho tem sido cada vez mais clara: o RH é parte essencial da cadeia de responsabilidade do empregador.

Neste artigo, você vai compreender como o Judiciário analisa falhas na admissão, o que caracteriza a contratação negligente sob a ótica da jurisprudência trabalhista e quais práticas o RH precisa adotar para demonstrar diligência, boa-fé e compliance.

Triagem Pré-Admissional Não É Desconfiança: É Governança Corporativa

Em muitas organizações, a triagem pré-admissional ainda carrega um estigma perigoso: o de ser interpretada como desconfiança, excesso de rigor ou até desumanização do processo seletivo.
Essa percepção, embora comum, está completamente desalinhada com a realidade da gestão corporativa moderna.

Empresas maduras não contratam apenas pessoas.
Elas assumem riscos jurídicos, trabalhistas, reputacionais e financeiros a cada nova admissão.

Nesse contexto, a triagem técnica deixou de ser um “filtro opcional” para se tornar um instrumento de governança corporativa, tão relevante quanto auditorias, controles internos e políticas de

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