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O Erro Mais Comum do RH em Cargos de Confiança (E Por Que Ele Sai Caro)

Poucas decisões dentro de uma empresa concentram tanto risco quanto a contratação de um cargo de confiança.
Diretores, gestores, coordenadores, líderes de equipe e profissionais com acesso a informações sensíveis representam não apenas força estratégica, mas também potencial elevado de impacto negativo, caso a escolha seja equivocada.

O problema é que, justamente nesses cargos, o RH costuma cometer o erro mais caro de todo o processo seletivo: confiar excessivamente em currículo, histórico profissional aparente e indicações pessoais — reduzindo ou até eliminando a análise técnica aprofundada.

Checklist Jurídico de Admissão: O Que Sua Empresa Precisa Ver Antes de Contratar

Contratar um novo colaborador sem um roteiro jurídico claro é como assinar um contrato sem ler as cláusulas.
O risco existe, ainda que não seja percebido de imediato.

No dia a dia do RH, a pressão por agilidade costuma empurrar as admissões para um caminho perigoso: decisões rápidas, baseadas apenas em currículo, entrevista e referências informais.
O problema é que cada contratação gera obrigações legais, riscos trabalhistas e potenciais impactos financeiros que não desaparecem com o tempo — pelo contrário, tendem a se acumular.

Por Que o RH Deve Produzir Provas — e Não Apenas Decisões

Durante muito tempo, o papel do RH foi resumido a decidir: contratar, aprovar, reprovar, desligar.
Essas decisões, em geral, eram baseadas em entrevistas, currículos, referências informais e percepções subjetivas.

O problema é que o ambiente jurídico e regulatório mudou.
Hoje, decidir não é suficiente. É preciso provar.

Em um cenário de aumento de ações trabalhistas, auditorias, fiscalizações e demandas por compliance, o RH passou a ocupar uma posição estratégica — e, ao mesmo tempo, vulnerável.
Quando uma contratação é questionada judicialmente, a pergunta não é apenas *“por que você decidiu assim?”*, mas sim:
“Quais provas você tem de que essa decisão foi técnica, diligente e proporcional?”

Antecedentes Criminais no Processo Seletivo: O Que Pode e o Que Não Pode Ser Analisado

A análise de antecedentes criminais no processo seletivo é, sem dúvida, uma das etapas mais sensíveis da contratação.
De um lado, a empresa precisa proteger seu patrimônio, seus colaboradores e sua reputação. De outro, deve respeitar direitos fundamentais do candidato, evitando práticas ilegais, discriminatórias ou abusivas.

Esse equilíbrio é cada vez mais desafiador em um cenário marcado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pelo fortalecimento da jurisprudência trabalhista e pelo aumento da fiscalização sobre práticas de RH.
O resultado é um ambiente de insegurança: muitos gestores não sabem exatamente o que pode ou não pode ser analisado, nem como realizar a triagem de candidatos sem correr riscos jurídicos.

Responsabilidade do Empregador: Até Onde Vai o Risco de uma Contratação Mal Feita?

Contratar um novo colaborador é, antes de tudo, um ato jurídico com efeitos duradouros.
Muito além de uma decisão operacional do RH, cada admissão cria obrigações legais, riscos financeiros e potenciais impactos reputacionais para a empresa.

O que muitos gestores ainda não percebem é que a responsabilidade do empregador não se encerra na assinatura do contrato de trabalho. Pelo contrário: ela se estende aos atos praticados pelo colaborador, às omissões do processo seletivo e às falhas de diligência que antecedem a contratação.

Neste artigo, você vai compreender até onde vai o risco jurídico e trabalhista de uma contratação mal feita, quais são as bases legais dessa responsabilidade e por que a contratação segura, apoiada em triagem técnica e jurídica, é hoje uma medida essencial de proteção empresarial.

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